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0360-2013

Como devem ser feitos os cálculos de atenuação numa rede coaxial?

Descri√ß√£o: 

Apesar de continuar por explicar porque razão o programa HD ainda não está a ser emitido, o que seria sem qualquer dúvida uma grande justificação para que neste momento as emissões digitais terrestres fossem motivo de maior atracção por parte do grande público, o que é certo é que apesar desta lacuna as emissões TDT tem vindo a ser procuradas por cada vez mais telespectadores, sobretudo porque se trata de uma tecnologia de livre acesso cujas as qualidades de áudio e vídeo suplantam as concedidas pelas emissões analógicas, assim como as facilidades associadas à gravação de eventos.
O sinal digital terrestre, COFDM, transmite- se normalmente em redes denominadas de frequência única, SFS (Single Frequency Network) e em Portugal Continental esse é o caso. Por outras palavras temos que o mesmo Multiplex, o A, de um total de 6 que futuramente existirão é transmitido na mesma frequência em todo o território, o canal 67. Esta propriedade exige dos emissores sincronização temporal de alta precisão de forma a que se consiga que sinais provenientes de diferentes emissores cheguem aos receptores ao mesmo tempo, salvo pequenas diferenças temporais.
Esta particularidade associada ao facto da necessidade de se cobrir o máximo de área territorial possível origina a que num mesmo local de recepção possa chegar a mesma informação - Cana 67- emitida desde de vários pontos de transmissão.
Estamos na presença do temível ECO.
Sempre que o atraso dos sinais de ECO seja menor que o intervalo de guarda existe um efeito construtivo na recepção, no entanto e se os ECOS apresentam potência suficiente podem ser problemáticos. Apesar de ficarmos com a impressão da existência de bom
 

 

sinal pela medição dos parâmetros Nível e C/N, a resposta espectral é deficiente aparecendo uma ondulação na resposta do canal.

De assinalar que esta resposta será também prejudicial para o funcionamento correcto dos amplificadores da rede de distribuição ITED / ITUR.
É sobretudo por estas razões assinaladas que um medidor de campo com análise de ECOS se torna imprescindível.
Supondo que temos um sistema de captação numa ITED cuja a antena apresenta o diagrama de radiação da figura 2 e que capta os seguinte sinais:

O sinal assinalado a verde é o principal e incide na direcção de máximo ganho da antena.
O sinal interferente, procedente de outro emissor ou reflectido num qualquer obstáculo, incide na antena quase na mesma direcção.
Neste caso a diferença entre sinal principal e sinal interferente é de apenas 5 dB.
Este ECO pode dever-se a vários factores como por exemplo:
Tratar-se de um ECO do sinal principal que foi reflectivo em vários obstáculos chegando ao receptor aproximadamente na mesma direcção mas desfasado no tempo.
Trata-se de um sinal de um outro emissor, mais afastado do que o emissor principal, transmitindo com mais potência

 

do que este.
Fazendo uso do Medidor de Campo e da sua capacidade de representação de ECOS, como são os FSM 650 e todos os medidores da gama H45, consegue-se ver a representação deste fenómeno (fig 3), assim como a influencia do ECO nas Medidas BER e MER (fig 4).
A fim de se resolver este problema, um ECO com excesso de nível, bastará fazer coincidir a direcção do sinal interferente com um dos nulos do diagrama de radiação da antena, sacrificando um pouco o ganho do sinal principal (fig 5),

mas anulando bastante o sinal reflectido. Neste caso a descriminação de sinais é superior a 15 dB e desta forma o ECO vê-se atenuado.
Voltando a fazer uso novamente da medida de ecos podemos ver o efeito da correcção da orientação da antena onde claramente se nota que a potência do ECO (fig 6)

baixou comparativamente à primeira medida mantendo- se o sinal principal com um valor de CBER (fig 7) excelente.

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