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0440-2013

Finalmente a Televisão Digital Terrestre, Livre e Gratuita!

Descri√ß√£o: 

HDTV, DVB-T, HDMI 1.3, MPEG-4, Multiplex, Gap Filler, TDT, Simulcast, DAT... Terminologias que, com maior ou menor dificuldade, entrarão no vocabulário do telespectador português. São termos e acrónimos directamente ligados à Televisão Digital Terrestre, tecnologia que, finalmente, em 29 de Abril, estará disponível no éter português. Como último país da Comunidade Europeia a disponibilizar o serviço de televisão digital terrestre (TDT) partimos atrasados para a meta definida ao nível das instâncias comunitárias: Ano de 2012 - Switch off. Ou seja passado o 2012 não poderão continuar a existir emissões analógicas de TV em território europeu.

Partimos atrasados, outros começaram bem mais cedo do que nós. Em Espanha estas emissões iniciaram-se há 10 anos, e 2009 será já ano de switch-off para algumas regiões.
Switch-off significa apagão total e definitivo de emissões analógicas que cubram determinada região ou comunidade. Significa o fim da simultaneidade de emissões analógicas e digitais – Simulcast - , significa que 100% de uma comunidade está coberta pelas emissões Digitais Terrestres e que tem à sua disponibilidade, no mercado, os equipamentos necessários para poder usufruir de um sistema de recepção Digital Terrestre.
Vantagem temos em ser os últimos a arrancar para a corrida do digital terrestre.
O modo de compressão utilizado nas emissões será o MPEG-4 e não o MPEG-2. Consegue-se com o MPEG-4, melhor definição nas imagens a transmitir, aparecerão com facilidade programas em Alta Definição (HDTV), áudio multi-pista (diversos idiomas, programas de rádio, …), áudio Dolby Digital 5-1, conseguindo-se ainda colocar um maior número de programas de definição standard (SDTV) no espaço reservado a cada multiplexer (8 MHz em UHF).
Os consumidores já começaram a adquirir ecrãs planos (TFT e Plasmas), alguns mesmo já com tuner digital terrestre incorporado. Acontece, quase seguramente, que esse tuner não é compatível com as futuras emissões MPEG-4, mas sim com as actuais MPEG-2 existentes em toda a Europa.
Será necessária a aquisição de

 

um Receptor Digital Terrestre compatível MPEG-4, a instalar entre a tomada de TV e o Ecrã. Muitos e vários tipos de receptores serão colocados no mercado à disposição do consumidor, cabendo a este seleccionar as funcionalidades e características que melhor forem ao encontro das suas necessidades e expectativas, a Televés apresenta neste início 2 modelos um dos quais se disponibilizará em 29 de Abril e está apresentado nas páginas seguintes.
A emissão em rede de frequência única, no território continental, para cada um dos Multiplexers (A a F) garantirá, a seguir ao Switch Off, uma organização mais eficiente, do espectro de radiofrequência em UHF, do que ocorre agora neste momento com a difusão das emissões analógicas. Pela tabela 1 verificamos que, por exemplo, o Multiplexer A ao qual estarão associadas as emissões livres do C1, TV2, SIC e TVI, complementadas por mais três canais em formato SDTV ou um em formato HDTV, será transmitido em Canal 67, independentemente do posto emissor.
Numa análise pormenorizada aos canais de emissão associados a cada um dos Multiplexers verificase que será na parte alta de BV que essas transmissões se efectuarão (canal 47 o mais baixo – Ilha de S. Jorge e 69 o mais elevado), faz então todo o sentido que a antena de recepção esteja optimizada a essa banda, e que, como se torna exigível numa recepção digital essa mesma antena 

 

apresente imunidade aos ruídos impulsivos, sendo o respectivo dipolo integralmente blindado.
Um outro pormenor bastante importante para a recepção de sinais digitais terrestres, em redes de frequência única, prende-se com a directividade da antena.
Em muitas zonas do continente a influência simultânea de diversos centros emissores, com a mesma frequência de emissão, obrigará o instalador a seleccionar criteriosamente o emissor que melhor assegure uma recepção digital de qualidade e estável. Nestas situações nem sempre a direcção mais evidente é a que prevalece, sobretudo porque nestes casos a influência de mais do que um emissor numa determinada zona provoca o chamado efeito de ECO, fenómeno que pode produzir efeitos destrutivos e não construtivos do sinal a receber.
Só recorrendo a um Medidor de Campo que permita a análise de Ecos é que se conseguirá uma orientação optimizada da antena, falamos da Gama FSM e H45.
Muito haverá para falar sobre a TDT e seguramente será um tema de actualidade nos próximos anos, justificando- se claramente futuras abordagens no Informa. As vantagens do digital são imensas e ninguém as coloca em causa, no entanto nunca nos devemos esquecer do seguinte: Enquanto o meu vizinho acompanhar o jogo de futebol no seu velhinho rádio ele gritará “golo”, primeiro do que eu, que sou servido por uma futurista emissão digital de TV e nesse instante, para mim, a bola ainda está no meio campo!

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