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2004-010 pt

Cabos Coaxiais

Descrição: 

Algumas vezes por irreflexão outras, por declarada falta de conhecimento, aplicase em instalações de distribuição de sinais TV e FM cabo coaxial cujo único factor que imperou na sua aquisição foi o baixo preço. O preço deverá ser o último factor a influir na decisão de escolha de um componente tão importante como é o cabo coaxial.

Como suporte físico para a transmissão de sinais electromagnéticos, no nosso caso canais de televisão Analógica e Digital e ainda Dados, o cabo coaxial a usar deverá corresponder ao máximo das expectativas de qualidade que desejamos obter com a instalação.
"De nada nos vale ter um potente carro desportivo se a estrada que vamos percorrer tiver muitos buracos ou se for muito estreita", por analogia, de nada nos vale ter um bom equipamento Central se o Cabo utilizado na instalação for de péssima qualidade.

Quantos não são os que, na fase final de uma instalação, se obrigam a adquirir amplificadores mais caros, só porque uns meses antes, quando instalaram cabo coaxial, não se preocuparam em aferir a respectiva qualidade e sobretudo se seria o modelo mais adequado para a instalação em causa?!

Este artigo tem como fundamento e objectivo principal ajudar o instalador a seleccionar o cabo que melhor se adeqúe ás particularidades de uma instalação, tendo em conta a análise de vários parâmetros / características :

Atenuação (dB/m) - Perdas ou enfraquecimento que o sinal de TV / FM sofre ao percorrer determinado comprimento de cabo coaxial. O valor da atenuação que determinada frequência sofre é directamente proporcional ao comprimento de cabo que a mesma tem que percorrer.
Por exemplo, se tivermos que transmitir o canal 38 por uma extensão de 155 metros de cabo coaxial Ref. 2141 as perdas que este canal sofrerá passados 155m serão calculadas da seguinte forma :

  • 1. Do canal 38 sabemos que a frequência da portadora é 610 MHz.
  • 2. Das características do Cabo Ref 2141 tiramos que a Atenuação aos 600 MHz é de 14,2 dB/100 metros, o que significa 1,42 dB em cada 10 metros ou 0,14 dB por cada metro de cabo.
  • 3. Para calcularmos a atenuação nesta distância de 155 m, basta-nos multiplicar o valor da atenuação por metro (0,142 dB) pela distância e obtemos a atenuação, ou perda de sinal, originada pelos 155 metros de cabo no canal 38.

Nota essencial: A atenuação é mais baixa para frequências mais baixas e aumenta à medida que a frequência vai aumentando.

Por outras palavras podemos afirmar que, nos mesmos 155 m, o Canal 8-frequência de 200 MHz-sofreria perdas inferiores ás do canal 38 :

Resistência Óhmica (Ω/m)- Perdas ou quedas de tensão que ocorrem sempre que pelo cabo coaxial passem correntes eléctricas alternadas ou contínuas. No cabo coaxial, dois dos seus componentes estão directamente ligados a este parâmetro:

O Positivo ou Condutor Central cujo material que o compõe pode ser, por ordem de qualidade: Cobre, Alumínio Cobreado, Aço Cobreado.

A Malha ou Massa , entrançado mais ou menos denso , cujo material que a compõe pode ser, por ordem de qualidade :
Cobre, Cobre Estanhado, Alumínio.

Sempre que seja necessário usar o cabo coaxial como meio físico para o transporte de correntes eléctricas de controlo de comutação (Comutadores DiSEqC, Multiswitches Multimat , ..) e de tele-alimentação de dispositivos activos (Amplificadores de Linha , LNB's ), o cabo coaxial deverá possuir o Condutor Central e a respectiva malha em Cobre. Caso contrário, arriscamos a que os sistemas de comutação não funcionem convenientemente; isto, porque as quedas ómicas no cabo originam amortecimentos nos sinais de controlo DiSEqC e de tensão.

Por exemplo, se tivermos um sistema de recepção satélite como o da figura e se o cabo instalado for do tipo RG6 ou RG59 (positivo em Aço Cobreado -14 a 17,6 Ω/m), a tensão original de 18 V, que o receptor forneçer ao LNB para poder aceder a um programa de polarização Horizontal, não chegará com esse valor ao LNB, mas sim com valores entre 15 e 15,5 V e, assim, o LNB nunca comutará para Horizontal; e o cliente nunca verá o programa que tentou sintonizar sempre que o comprimento de cabo seja superior a 20 metros no RG 59 e 30 metros no RG6.

Nos cabos Televés, Tipo T100 - Ref 2141, 2155, 2158, 2160 (4Ω/m), a distância limite a partir da qual a comutação não actuaria passa a ser 100 metros, valor bem mais superior e seguro do que os permitidos pelos cabos RG6 e RG59.

 

Nota essencial: Nem sempre um cabo coaxial com positivo em cobre apresenta valores de resistência óhmica tão baixos como os dos cabos Tipo T100. Existem cabos cujo cobre utilizado no positivo é bastante "impuro", daí resultando valores de Resistência ómica mais elevados do que à partida seria de esperar. Nada melhor para nos certificarmos desta característica do que a consultar nas especificações do cabo.

 

Raio de Curvatura - Assim como para a instalação de cabos eléctricos o instalador/ electricista é obrigado a cumprir normas no que se refere aos raios de curvatura mínimos admissíveis dependendo do tipo de cabo a instalar, para o Cabo Coaxial esse cuidado também deverá existir, sendo ainda mais problemático caso os mesmos não se cumpram. Na figura em anexo representa-se como deverá ser feita a mudança de direcção durante a aplicação de Cabo Coaxial, cumprindo o raio de curvatura mínimo admissível especificado para determinada Ref. de Cabo Coaxial.

A obrigatoriedade de se ter que cumprir com um raio de curvatura mínimo está relacionada com a necessidade de fazer com que o Cabo Coaxial não altere as suas qualidades - mecânicas e eléctricas - sempre que seja sujeito a "curvas apertadas".
Neste caso, os parâmetros que podem ver alterados (deteriorados) os seus valores são, por exemplo:

  • Impedância Característica (75Ω): Este parâmetro é bastante importante sobretudo quando se pensa fazer propagar pelo cabo sinais Digitais. Sempre que se "esmaga" o cabo coaxial estamos a alterar a sua Impedância porque esta depende bastante da distância de separação que existe entre o positivo e a massa (Lâmina + Malha), e do diâmetro exterior do cabo. Tanto este diâmetro como a distância de separação devem ser constantes ao longo do trajecto do cabo, caso contrário, este passará a ter comportamentos eléctricos aleatórios que se revelam, por exemplo, quando o Stereo NICAM não funciona, quando existe dupla imagem (fantasma) em alguns programas, quando canais de Freq. mais baixa apresentam atenuações mais elevadas do que outros de frequência mais alta, quando um programa digital de satélite não arranca no receptor, etc....
  • Blindagem: Um dos componentes do Cabo Coaxial que mais contribui para garantir a sua Blindagem Electromagnética é a Lâmina - de cobre ou alumínio - que está colocada sobre o dieléctrico e serve de suporte à malha. Esta lâmina deverá ter um determinado grau de elasticidade de maneira que continue a cumprir com a sua função, mesmo quando o cabo seja colocado em "curva" e esta respeite o valor mínimo do raio de curvatura.
    Nas figuras seguintes, podemos ver o que aconteceu a dois tipos diferentes de lâmina, aparentemente iguais, quando sujeitas ao raio de curvatura mínimo admissível.

A lâmina do cabo Televés T100, Ref 2141, continuou com as características originais e a lâmina de um cabo Não Televés quebrou em vários pontos da curva e, por consequência, deixou de cumprir as suas funções.

  • Comportamento c/ humidade - A cobertura exterior do cabo coaxial poderá apresentar dois tipos de material na sua construção: PVC ou PE (polietileno). Em instalações onde o cabo ficará permanentemente sujeito a ambientes húmidos ou mesmo submerso em água, este deverá possuir cobertura exterior em Polietileno Negro (PE), sendo, este o tipo de cobertura necessária para minimizar os efeitos malignos provocados pela introdução de humidade no cabo coaxial. Normalmente, os cabos com cobertura em PE são de cor negra, casos das Ref Televés 2155, 2158 , 2149 e 2140. Cabos com cobertura em PVC não deverão ser utilizados em ambientes permanentemente húmidos ou molhados uma vez que a material PVC torna-se, com o decorrer do tempo, permeável não evitando, desta forma, a migração de água para o interior do cabo coaxial. Este tipo de cobertura - PVC - limita-se apenas a utilização no interior. Os cabos com cobertura em PVC são, normalmente, de cor branca, casos das Ref 2141, 4357, 2106, 2138. Existem cabos em PVC mas de cor negra, por exemplo as Ref 2160 e 2147, ideais para colunas intermédias.
    Cremos que, por estes breves, mas importantes considerandos sobre cabo coaxial, da próxima vez que for adquirir cabo coaxial o instalador, profissional, já se questionará e saberá distinguir, entre as várias opções que se lhe apresentem, qual a que melhor resultado final garantirá à sua instalação

 

Nota essencial: Todos os cabos Televés são sujeitos a um rigoroso teste de Comportamento com a Humidade de acordo com a norma IEC 68-2-3 a qual obriga a sujeição do cabo, durante 21 dias, a um regime contínuo de 40ºC e uma Humidade relativa de 93%. Findo este período, o cabo não deverá apresentar atenuações superiores em 5% às que apresenta à temperatura ambiente. Caso as atenuações sejam superiores, a esse valor, o cabo não é colocado no circuito comercial sendo rejeitado no controlo de qualidade.

RECOMENDAÇÃO
Pelas suas características eléctricas e mecânicas, os Cabos Coaxiais da
família T100, Televés, são absolutamente recomendáveis para a grande maioria das instalações de SMATV ( Terrestre + Satélite + FM + Dados )

 

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