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2009-002 pt

ENSAIO DA RESISTÊNCIA DE LACETE - CABOS COAXIAIS

Descrição: 

Infelizmente ainda persiste o mito que um cabo coaxial tendo a terminologia RG cumpre com o ITED, o que não é verdade.


O recente Manual ITED, 2ªedição, vem trazer algumas alterações quanto aos ensaios a efectuar numa obra ITED, e, pelo que poderão ver mais adiante nem todos os cabos coaxiais com terminologia ITED irão cumprir com as novas especificações.

Muitos destes cabos nem identificação do fabricante possuem tornando a sua instalação um risco para o Instalador ITED que na hora de desejar qualquer informação ou um assumir de responsabilidade por parte do fabricante não saberá a quem se dirigir.

Uma das alterações que irá contribuir para uma melhoria na qualidade das instalações, será a obrigatoriedade da medida da resistência óhmica por parte do instalador dos cabos coaxiais instalados.

O Instalador deverá obrigatoriamente proceder a um ensaio de despistagem por amostragem numa ligação, desde um ATI ou bastidor até uma tomada terminal (TT), de uma fracção autónoma.

Este tipo de ensaio vai despistar a utilização de cabos coaxiais de fraca qualidade, em discordância com as especificações técnicas do novo Manual ITED.

Como deverá o Instalador efectuar este ensaio da Resistência de Lacete de acordo com o ponto 14.2.3 do Manual ITED?

De acordo com a tabela seguinte a resistência máxima do lacete RL terá 0,1W como máximo tolerável por cada metro de cabo coaxial.

Na prática, o instalador terá de proceder da seguinte forma para obter a medida da resistência óhmica do cabo coaxial:

  • 1. Provocar curto-circuito numa ficha (fig.1) - Para provocar um curto-circuito entre o condutor central e a malha, recomenda-se a utilização de uma ficha que esteja mecanicamente solidária com a tomada. Outros artefactos improvisados contribuem significativamente num aumento do valor de resistência e poderão induzir ao engano quanto à qualidade do cabo coaxial.
  • 2. Colocar Ficha em c.c. no conector da tomada com saída de sinal de Satélite (fig.2) – A ligação na saída de satélite é imperativa, uma vez que só neste conector existe passagem de corrente.
  • 3. Medir resistência óhmica do cabo coaxial (fig.3) – Colocar as pontas de prova no condutor central e malha do cabo coaxial junto ao ATI, e registar valor medido.
  • 4. Subtrair Resistência óhmica da tomada – Consultar tabela de características técnicas da tomada, e subtrair o valor de resistência óhmica respectiva, ao valor medido.
  • 5. Subtrair Resistência óhmica Ri – Dependendo da qualidade do equipamento de medida, é recomendável medir resistência óhmica do multímetro, curto circuitando ambas as pontas de prova. Poderse- á interpretar este ponto como uma calibração do equipamento de medida.

Apresenta-se de seguida a comparação da medida de Resistência de Lacete de dois cabos coaxiais existentes no mercado, com identificação ITED, mas com características distintas.

Cabo Coaxial A:
Cabo coaxial: Ref.214102 Televes (Condutor: Cobre + Malha: cobre)
Distância da Tomada ao ATI: 15m
 

Cabo Coaxial B:
Cabo coaxial: RG6 com identificação ITED (Condutor: Aço cobreado + Malha: Alumínio)
Distância da Tomada ao ATI:
Distância: 15m

O Manual ITED é explícito e refere que, quando a resistência óhmica (condutor central + condutor externo) do cabo coaxial for superior a 0.09 W/m, o cabo coaxial deverá ser substituído, repetindose o ensaio. Como se pode constatar, nem todos os cabos coaxiais existentes no mercado poderão ser instalados numa instalação ITED de acordo com a 2ª edição do Manual.

O ITED confere cada vez mais responsabilidades ao Projectista e Instalador, e cabe a estas entidades continuarem com uma relação de confiança no fabricante de equipamentos que prescrevem e instalam.

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